Apesar da ausência do B. continuar a ser muito sentida e muito sinceramente eu não estar preparada para arranjar outro cachorro, o mesmo não se passou com o meu marido. Quero dizer, para ele foi ainda mais complicado. Eles tinham uma relação muito especial. Uma adoração. Os dias posteriores à morte foram passados a tentar perceber onde falharamos. Sempre foi muito saudável e não compreendíamos, não aceitávamos.
Por experiência sabia que a melhor maneira de superar seria com outro cachorro. Mas entre o saber e o estar preparada, vai uma grande distância.
Até que ele me diz que contactou uns criadores de labradores. A preparar tudo para daqui a uns meses. Lá para a Primavera.
Não gosto de raças puras e ir a um canil seria o ideal. Também sei que não conseguimos entrar num canil. Mas até à Primavera, tinha eu esperanças que aparecesse alguém com notícias de cachorros para dar. Há sempre, excepto quando se precisa. Mas também pensava eu que ia ser só para a Primavera.
Em meados de Setembro disse-me que tinha nascido uma ninhada.
Percebi tudo. E aceitei. Pois que havia eu de fazer?
Fomos convidados a ir conhecer a ninhada. Ele foi com a mãe porque eu não podia ir. Passadas duas semanas fomos escolher. Depois era só aguardar o telefonema para o ir buscar.
Agora quanto às coincidências estranhas...
O B. morreu no dia 27 de Agosto.
O dia para ir conhecer a ninhada, calhou sem darmos logo por isso, a 27 de Setembro.
Veio para casa a 27 de Outubro.
Estranho?