sexta-feira, 30 de novembro de 2012


Uma pessoa que durante vinte anos parecia amiga, que sabia quase tudo da minha vida e que dizia a toda gente trazer-me no coração, tem de há uns anos para cá mostrado, que afinal traz-me é no cotovelo e deve sofrer de dores lancinantes! Como analgésico resolveu ser uma P***.
Não sou mulher de me meter em confusões e tendo comprovado toda a falsidade, afastei-me dela. Ela quando percebeu que tinha perdido o poleirinho e a minha consideração, tratou de começar a disparatar.
Há pessoas que por dinheiro perdem a moral e a integridade. Ela pertence a esse grupo mas quem a ouve, nem em sonhos põe em causa a pessoa que ela parece ser. Só quando me mostraram as provas é que acreditei. Só com as provas esfregadas no meu nariz, é que abri os olhos.
Tenho ignorado mas sinto que estou a atingir o meu limite. O meu sangue de barata está perdendo a força.
E por causa disto ando tensa, irritada e mal disposta. Já não consigo disfarçar.

Esta noite, "apareceram-me" umas ideias que (acho eu) me podem ajudar. Assim não preciso partir a tromba a ninguém e alivio a vontade.


Pensei em agarrar numa foto da pessoa em questão, ampliar-lhe as fuças e:

1ª hipótese: colar a imagem numa almofada para que a possa socar e espancar, até a esfrangalhar toda.
ou
2ª hipótese: pôr a cara num placard de cortiça e com dardos fazer tiro ao alvo.

Eu prefiro a segunda, assim não estrago uma almofada e acho que me divirto mais.

Qual delas será menos má para o karma? É que não vejo maneira de me livrar desta agonia!

Acho que vou levar o assunto a votos. A família decide.
Até já estou a ver a cena... o meu cunhado de um lado a dizer que sou uma mansa, que tenho é de lhe rebentar as fuças; a minha irmã do outro lado, a dizer que a vida tratará de lhe trazer retorno do que anda a fazer. O meu marido a dizer que ando a gastar demasiada energia com gente daquela e coiso e tal.
Vai ser giro, vai!
É sempre a mesma coisa!

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Apetece-me tanto uma pratada de migas de espargo verde

Até babo.

Esta noite ia-me borrando toda

Ultimamente tem sido uma luta constante com as insónias.
Esta noite não foi excepção.
E viro, reviro, torno a virar. Enrosco-me, estico-me. Passo do lençol quente para o lençol fresco.
Foi então que... estava eu toda enroscadinha, a contar uns carneiros que mais parecem cães de água branco sujo, assim já naquele limbo, em que não estamos acordados mas também não estamos a dormir... quando, de repente, sinto algo colado a mim. Dizer que me assustei é pouco. Deram-me uns calores e uma dor de barriga que temi o pior.
Ora bem, afinal o que aconteceu?
Nada mais simples.
O meu marido que dorme, quieto, lá na outra ponta da cama (que o homem é acalorado e gosta de espaço com os lençóis frescos), deslizou até ao meu lado e encostou a cabeça à minha.
Ele não sabe a sorte que teve, de não ter levado uma cabeçada! Acho que até pulei!
É que ele quando dorme, arrocha que nem uma pedra e no momento não percebi, se estava acordado ou se simplesmente tinha migrado pela cama. Abri um olho, espreitei-o, ouvi-lhe a respiração e rocei-lhe o nariz. Neps! Não se mexeu!
Ao fim de uns minutos, voltou para o lado dele e eu fui atrás!
Apaguei logo.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

O espanador, o chicote e a ventoinha

Como explicar ao Sasha que não precisamos de espanadores e muito menos de chicotes?
Com a cauda leva tudo à frente. Parece uma hélice! E quanto mais feliz está, mais aquilo se mexe! Voam folhas, canetas, as chávenas de café não podem ficar muito tempo na mesa de apoio. Daqui a uns dias ponho a árvore de Natal. Estou para ver.
E as pernas? É sair do pé dele, o mais rápido que conseguirmos. É chicotada atrás de chicotada.

Contas feitas

Há treze anos que não compro lingerie para mim.
Ah, pois é! A última que comprei foi a do casamento. Três delicadas peças, custaram-me na altura mais de duzentos e cinquenta euros. Sou poupada mas quando gosto e vale a pena, não olho ao preço. Usei-a até que as queridas e a cintura resolveram aumentar dois tamanhos. Ainda ali está, impecável!
E se disser que tenho um soutien com dois anos, ainda por estrear? Era para ter sido usado na passagem de ano 2011/2012 mas como à última hora, alapei no hospital, ainda ali está.
Graças a um homem com excelente bom gosto.
Continua assim marido!

sábado, 24 de novembro de 2012

Gestos que me fazem feliz

Snifar o pescoço do meu homem.

Passa-me assim ao lado

Não gosto da escrita da Margarida Rebelo Pinto.
E é a escritora que mais vende em Portugal.
Hum...

Tolerância Zero

Nos últimos dias, não tenho sido boa pessoa.
Não me sinto boa pessoa.
Ando frustrada, implicativa e intolerante.
Passo-me por qualquer coisa.
Trago em mim sentimentos nada simpáticos.
À minha volta só vejo corrupção e impunidade.
Dizem-me para pensar em coisas boas.
Está difícil.
Preciso de uma meta que faça sentido.
Há coisas que não consigo deixar no passado. Sou demasiado consciente. Peso tudo numa balança.
E a minha balança é implacável.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Não me aguento

O Papa é pessoa muito sábia. Arriscava a dizer que provavelmente se considera omnisciente.
Nada de burro aquando do nascimento de Jesus.
Nada de vaca aquando do nascimento do Menino.
Mas afiança a virgindade de Maria.

É desta que sou excomungada.
Mas para não estar praqui a mandar postas de pescada injustas, baseadas no que ouvi nas notícias, vou ver se consigo ler o livro onde dizem que ele afirma isto.

Adenda: já pesquisei mais um pouco. O livro custa pouco mais de dez euros. E quanto à virgindade é daquelas coisas... é porque é e acabou-se. 

As Cinquenta Sombras de Grey

Como é triste ver tanta mulher assumir que foi preciso ler o livro, para redescobrir a sua vida sexual.
Quantas frustradas andam por aí? Quantas, sem coragem para assumir o que gostam e como gostam?
Li como li outros do género.
E na minha opinião, friso, na minha opinião, desgosta-me que tanta mulher tire prazer da dor e da humilhação.
Violência mascarada.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

UB40- Kingston Town



                                                
Dois dos meus melhores amigos apaixonaram-se. Começaram a namorar. Esta era a música deles. Ouvi-a milhares de vezes. Quando estava com ela, ouvia. Quando estava com ele, ouvia. Quando estavamos todos juntos, ouvíamos. Ouvi tanto que entranhou.
O que não se faz por amigos...

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Dar ao dente é que é bom

O Sasha já roeu de tudo.
Roeu roupa, sapatos, almofadas, assentos de sofás, pernas de sofás, móveis. Até uma parede ele escavacou. Ah! E ombreiras das portas.
O Sasha rói quando se sente sozinho e tem energia para gastar. Como vingança. Não rói os brinquedos dele. Rói os "nossos". A maior parte das vezes enquanto dormimos.
Ele sabe quando faz mal. Sabe pois. Ele próprio se denuncia. Pela cara dele vemos logo que foi feita asneira, algures na casa.
Mas cresceu e gradualmente foi deixando de asneirar.
Ontem quando fui para a cama, deixei uma meia ao pé do sofá. Ainda olhei para trás mas a preguiça foi maior e não fui apanhá-la.
Hoje era uma vez uma meia. E ele com aquela carinha de "tadinho de mim, não tenho culpa, quem te mandou a ti dormir"?
Zanguei-me com ele. Escondeu-se atrás das pernas do dono.
Cobardolas!
Bastaram uns dias de mau tempo, em que a brincadeira na rua foi quase nula para que voltasse o hábito.

domingo, 18 de novembro de 2012

Por pouco

Tenho as natas, tenho o leite condensado. Faltam-me... as folhas de gelatina.
Não há tarte de natas para a gulosa.

Tenho o chocolate, o açúcar, os ovos. Falta-me... a margarina.
Não há mousse de chocolate para a gulosa.

Tenho o arroz, o açúcar, os ovos. Falta-me... o leite.
Não há arroz doce para a gulosa.

Mas tenho pão, ovos, açúcar e canela.
Fatias douradas.

Fui.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Tornado em Silves (directo)


                                                                                                                                                                     A calma da pessoa a filmar! Será que não pensou que havia a possibilidade de aquilo lhe entrar janelas adentro?
E o pormenor do prato? Deixar a paparoca para trás, é que nem pensar!
Quem viu carros e carrinhas a voar, janelas e portas a serem arrancadas, é que não deve ter ganho para o susto.

Os céus estão mesmo zangados

Chove sem parar e os estragos em determinadas zonas são mais que muitos.
E a trovoada está jeitosa. Muito.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Onde está um buraco?

Sou daquelas a quem a TPM faz barriga de grávida. Coma o que comer, beba o que beber, todos os meses engravido... pelo menos de quatro meses pareço estar.
Ora, numa reunião de trabalho, com pessoas que mal conheço, acabo de cumprimentar uma e sou brindada com um "Parabéns! Está de quantos meses?"
Fiquei verde. Esbocei um sorriso amarelo e rosnei: "Nenhum!" (que raio se responde numa situação destas?)
Acho que fui um bocado brusca e no final não sei qual de nós mais desejava um buraco para se enfiar.

Um dia destes compro um espartilho.

domingo, 11 de novembro de 2012

E quem ganha cá em casa?

Não é cão, não são gatas, não é gente!
É a INSÓNIA!

Cá se fazem, cá se pagam?

Esta noite, depois de uma jantarada indiana, discutimos a situação de uma pessoa que vai receber uma "herança", a que moralmente não tem direito.
Eu, aquecida por tantos condimentos (falo a sério, quando como picante se não acompanhar com vinho, os condimentos sobem-me à cabeça), disparei logo uma rajada de adjectivos menos simpáticos. A minha irmã interrompeu-me a ladainha com um "Pshtttt, cala a boca e ouve o que te digo".
"Lembras-te de Fulana?
 Sim.
 Quando ela ficou doente e começou a frequentar o grupo de apoio, foi martirizada por umas quantas pessoas da sua vizinhança. Que ela dizia estar doente mas se saía sempre para passear todas as semanas, então é porque a doença não devia ser muito grave. Ela não contava onde ía, logo a cusquice era mais que muita. Já passaram x anos. Ela ainda aí está. Queres saber de quem falava mal?
 ???
 Pois, essas pessoas já se foram. E com a mesma doença.
 ..."

Pois fiquei sem palavras. Temos de ter cuidado quando abrimos a boca.


sábado, 10 de novembro de 2012

Reminiscências

Nem me lembro como mas fui ter a um determinado blogue.
Imagens interessantes, frases curtas.
Até que chego a um post longo. Não havia pontuação naquele texto!
Achei piada. Pensei que fosse brincadeira da autora.
Não era.
Todos os posts longos eram assim. Nada de pontuação.
Achei curioso um blogue assim ter tantos seguidores.
Pelo que percebi, a pessoa trabalha no escritório... de uma empresa da família. Não sei as funções dela mas questiono-me se não pensa. Questiono-me se quem a lê, não sentiu as mesmas dificuldades que eu. Ao encavalitar palavras umas nas outras, sem pontos, sem vírgulas, o que ela transmite pode ter n significados. n ideias.
Será que ninguém lhe diz nada?
Lembrei-me de imediato, dos testes de português, onde nos davam um texto para pontuarmos. E veio-me à cabeça, um dos meus professores de português. Um dinossauro do ensino. Quem não soubesse pontuar, não passava. Berrassem, esperneassem, fossem filhos do Papa, do Presidente da Câmara ou do Manel da Esquina.
Não passavam de ano.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Mais uma do Sogro

Aqui há dias fez 66 anos.
Ora, na sua ida ao café do costume, ofereceu a quem lá estava, as bebidas que eles queriam.
Alguém, estranhando o acto, perguntou se era dia de anos, ao que ele respondeu: "Não, não. Ganhei o euromilhões."

Escusado será dizer que dias depois, choviam telefonemas de familiares indignados.

"Uma pessoa é família e vem a saber por estranhos!"

Sogro

O meu sogro tem um humor daqueles... esquisitos.
Às vezes abre a boca e saem-lhe pérolas, outras nem tanto.

Há dias falávamos de um supermercado onde ele costuma fazer compras.
Perguntava ele à minha irmã, se já lá tinha ido. Ela respondeu-lhe que não mas que parecia interessante. Que tinha coisas diferentes.
O meu sogro assentiu.
"- Sim, sim. Tem batatas, cenouras, cebolas, alhos, ..."
E disse isto muito sério, muito convicto, como se falasse de produtos raros por cá. Nós ficamos uns segundos a avaliar-lhe a expressão. E lá estava ele. Um fulgor traquinas no olhar. Um esforço momentâneo de reprimir um sorriso gaiato.
Depois largou em gargalhadas.

É que não perde uma oportunidade.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

O Outono e uma pilha de roupa

Há uns bons anos que não via um Outono tão outonal.
Há muitos dias que o sol não se deixava ver. Ontem contrariou a tendência dos últimos dias. O sol brilhou e eu fiquei toda contente. À noite, voltou a chuva. E hoje voltou o cinzento (escuro). A chuva e o vento.
E já tenho ali uma boa pilha de roupa à espera de ser lavada. Recuso-me a usar a máquina de secar.
De acordo com o Instituto de Meteorologia, lá para sábado ou domingo o sol deve voltar a aparecer.
Espero bem que não se enganem. É que a pilha vai crescendo!

Cão poliglota

Estava pr´ali um chinês a falar na televisão. Isto até não seria digno de apontamento, se o Sasha não estivesse a ouvir com muita, muita atenção.
...

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Olfacto

O meu tem características caninas. lol O Dele, falta-lhe qualquer coisinha.

Já o avisei. Quando para ele for bom, para mim é demasiado.
Demais. Ouviste, Amor? 

sábado, 3 de novembro de 2012

Também eles

O macho humano, cá de casa, está com o equivalente ao TPM. Não é normal ver o homem assim. Deve ser efeito de tanta chuva.
O macho canino, cá de casa, está todo relaxado. Já teve a sua sessão com o aspirador... Esparramou-se-me no colo e eu que o aspirasse. Cão esquisito.