domingo, 31 de março de 2013

sábado, 30 de março de 2013

Dou por mim a sorrir

Sempre que me apercebo que me estou a visualizar com um balde, de dois litros, no meio das pernas, cheio de gelado... e eu a enfardar colheradas.
Gelado de nata. Gelado de chocolate. Gelado de rum. Gelado de D. Rodrigo.
Gelado.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Caracóis

Liga-me a sogra para saber como vai o dia passando.
Ao fundo, oiço o meu sogro a convidar-me para o lanche.
Rio-me e pergunto: - São caracóis?
- Mas tu estás bem rapariga? Caracóis? Ainda é cedo.

Pois. Tem razão. Ainda estamos em Março.
Tá visto, tenho o calendário tresmalhado. Se olhar bem, já ando nos finais de Abril. Vontade minha que o calor venha depressa que lhe sinto a falta da mão quente.

Caracóis.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Sem filhos, a caminho dos quarenta

Casei cedo. Estou a caminhar para a saída dos trinta e não tenho filhos.
Sempre disse que não queria filhos. Tenho vários motivos para isto. Uns mais válidos, outro menos.
Um deles é um pavor, um medo corrosivo e nauseado que me aperta o pescoço, sempre que me imaginava grávida ou a ter um filho.
O medo é tal que a minha ginecologista brinca, dizendo que é o melhor anticonceptivo que posso usar.
Brincadeiras à parte, às vezes não é fácil lidar com este assunto. Já tive abordagens menos simpáticas, quase a roçarem a chantagem emocional.
Há sempre aquelas pessoas que não me percebem ou fazem que não percebem.
Entre elas, a minha avó materna.
Não há uma vez, não há uma conversa em que o assunto não venha à baila. A pressão é enorme. As perguntas são sempre as mesmas. E repetem-se sempre. É como se esquecesse as respostas de um dia para o outro.
A minha avó ainda tem esperanças. A minha avó ainda luta. Ela foi uma filha tardia e a minha mãe fechou a loja aos quarenta. Por isto, penso eu, ela ainda tem esperanças. Não há um telefonema ou uma visita em que ela não me diga que ainda estou a tempo. "Ainda vais a tempo. Olha lá, pensa bem filha, não gostavas de ter um menino? O teu marido havia de gostar tanto..."

terça-feira, 26 de março de 2013

A tentar alegrar o olho

A natureza bem me mostra que a Primavera está aí.
São as figueiras, são as papoilas, são as nêsperas a ficarem laranjinhas.
Mas se o céu ontem, esteve assim durante um bocadinho da tarde, hoje esteve cinzentão e choveu o dia todo. E parece que vai ser assim o resto da semana.
E eu que gosto de chuva, estou seriamente insuportável.
Preciso de sol. Preciso de calor.



segunda-feira, 25 de março de 2013

O que fazer?

Quando um puto, muita fofo, muita querido, nos pede uma acelera verdadeira para o 5.º Aniversário?
É que já estou a ver a cara de decepção dele.

sábado, 23 de março de 2013

E não, ainda não semeei as sementes das gogi

Culpa do tempo que tem estado.
Mas desta semana não passa.

De pernas para o ar

Pelo amor da santa, venha o tempo ameno que este já cansa.
Uma pessoa nem sabe o que vestir. Entre trovoadas, vendavais, chuva intensa, calor, mais chuva, friiiiiio, chuva ao molhos e mais chuva.... e mais chuva.... e frio.... e tanta chuva....
Acho que falta pouco para criar mofo!
E ainda dizem que no Algarve é sempre bom tempo.

Camisa de dormir à antiga

(Ultimamente, por aqui, parece que é tudo à antiga!)
Preciso de uma camisa de noite do tempo das bisas. Daquelas que mais pareciam vestidos, brancas, compridas, rodadas, com ou sem folhos, com ou sem rendas, com ou sem bordados.
Por estas bandas não encontro nada do género que o raio dos chineses (a minha tolerância diminui a olhos vistos) e a crise têm rebentado com tudo o que é comércio decente.
Na net, o que encontrei é pouco ou nada.

Querem lá ver que tenho de ir comprar tecido e jogar-me à máquina de costura?
E o molde?
Boa...

E eu tenho culpa de gostar de móveis antigos?

Daqueles com história.
Daqueles que já fizeram parte da vida de alguém.
Da avó, da bisavó, da sogra ou da vizinha.
Quando mobilei a minha casa, em conversa com uma das minhas avós disse que pensava procurar móveis antigos.
"Que queres dizer com antigos? Estilo antigo?"
"Usados. Velhos."
" Que já foram de outra pessoa?"
"Claro."
"Como é que tu és capaz?"
Ia caindo o carmo e a trindade. Para ela era aceitável se fossem de família, de estranhos é impensável.
"És maluca, filha!"
Usado, cá em casa tenho somente três peças e duas eram de familiares próximos.

É mesmo à português

Acho que o português não sabe a diferença entre o velho e novo.
Tenta sempre vender o velho ou usado como se fosse novo.
Também há muito português que acha que um móvel com 15 anos, é sinónimo de antiguidade.
Haja paciência.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Não há uma costela que não me doa

Acordar ainda de noite, no meio de uma valente trovoada, com quarenta quilos em cima e um focinho enfiado no meu pescoço.
Raio do cão. Não tem medo da trovoada mas não queria estar sozinho.
E gemia. E chorava. Ele queria era o dono mas o dono não estava. E olhava para mim com a cara mais fofa do mundo. Estes cães sabem-na toda.
E empurrei, empurrei, ameacei e nada. Ele com uma cara de "tadinho de mim que tou para aqui abandonado e tu na boa a dormir!" Acabou por sair contrafeito e ao fim de quatro dias, ainda me doem as costelas.
Sou uma frouxa, é o que sou.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Estou chateada.
Ainda não percebi porquê.
É qualquer coisa que me rói por dentro e até me faz doer os maxilares.
Mas a uma conclusão já cheguei:
Este mês, o TPM está a dar-me forte e feio.

domingo, 17 de março de 2013

Os meninos sempre gostaram de brincar com carrinhos

Eu também.
Brincar com carrinhos verdadeiros.
Isso faz de mim o quê?

Marido, tenho o prazer de te informar que (segundo algumas mentalidades) parece que casaste com um belo rapaz.
Eu não me apercebi de nada estranho. Ali em baixo, continuamos diferentes... certo?

sábado, 16 de março de 2013

Notícia de última hora. Publiquem no Correio da Manhã.

Um amigo, ao telefone:
- Então o que achaste do filme?
Eu: - Qual filme?
- O que te deixei no face.
- Não vi.
- Não viste?
- Não. Há uns três dias que não vou lá.
- Não vais?

É pá! Grande admiração.
Até parece que sou anormal!
Passem-me já o atestado de esquisóide.

Conselho do meu tio

O meu tio é muito prático.
Falávamos acerca do meu peso, que por questões de saúde, boa saúde, tem de diminuir. E desde que parti a perna, então...
A aliança não me serve. É a primeira vez que isto acontece. Devo estar com uns 58, 59. Nem tenho coragem de me pesar. Baixar até aos 50 quilinhos é urgente.
E eu, espertíssima, pus as culpas no marido.
"Ele cozinha maravilhosamente bem, faz paparoca de comer e chorar por mais... e normalmente é ele quem serve os pratos. E enche o meu tanto quanto o dele! Quando estou sozinha, como 1/3!"
A resposta foi rápida:
"Ai é? Que isso não te sirva de desculpa! Sabes... os pratinhos de sobremesa? Começa a comer aí! E nem penses em repetir!"

Já começámos(ei). Fiquei com uma fome de lobo.

Mas que raio de pergunta...

Conversa de esplanada.
- Sexo? Sexo? Mas como é que ainda tens apetite para sexo?
- Oi??? Preferes pagar a um psicólogo, não?

segunda-feira, 11 de março de 2013

Post com conteúdo ofensivo ao Sistema Nacional de Saúde português

O nosso dia resumiu-se a idas ao Hospital Privado e ao Hospital Público. Resumiu-se a médicos desconhecidos, médicos conhecidos e médicos amigos. Telefonemas, mais telefonemas e demasiada adrenalina.
Interna, não interna.
Privado, público.
O que para uns exige determinado acompanhamento, para outros vai com descanso e o resto dos antibióticos já receitados por outro médico, ah, e uma cartinha ao médico especialista que solicitava o internamento.
Raios partam este Serviço Nacional de Saúde, onde um médico de clínica geral das urgências de um hospital público, ignora o relatório de um especialista e encolhe os ombros quando o doente lhe diz que faz alergia a certos medicamentos.
Raio de país este, onde és obrigado a virar-te para o hospital privado porque no público, vês que estão a cagar para o teu problema. Cortes, cortes e mais cortes.

E em vez de um especialista, já tens dois especialistas. Sim, no privado.
Amanhã, análises. No privado.
Sim, porque não há médico de família disponível  e não se pode arriscar com o de recurso. Não vá ele ser igual ao borra bota que te atendeu no hospital público.
Descontar para a segurança social, pra quê?
Pagar impostos, pra quê?

domingo, 10 de março de 2013

Relações especiais

Eu e a bicharada de penas, temos assim uma relação do género "quanto mais eles se aproximam de mim, mais eu fujo deles".
Eu que fui mocinha de gostar de pintainhos e bem vistas as coisas, defendi com unhas e dentes, um pobre peru no Natal... defendi, chorei, berrei mas não lhe serviu de nada que os meus avós não se compadeciam com certas coisas. Se era para comer, era para comer e acabou-se a história.
Ora a mocinha, tenrinha de idade, viu o "Os Pássaros" do Mestre Hitchcock e nunca mais foi a mesma. Começou por ser atacada pela mãe galinha que não gostava que lhe mexessem nos pintos, depois foi perseguida por um peru, mais tarde levou uma corrida de um ganso.
Tudo se compôs naturalmente para que a mocinha se borrasse com medo da passarada.
Já adulta, fiz uma linda figura no Terreiro do Paço em Lisboa, ao trepar por um homem acima só porque um pombo voou na minha direcção... no meio de um pomar, sai um pardal a voar de dentro de uma laranjeira e vai que me acerta nas trombas... não fui de rabo ao chão mas pouco faltou. E episódios do género, tenho muitos mais mas já me chegam estes para me envergonhar.
Ontem, saio disparada da cozinha, aflitinha que só eu sei, abro a porta da casa de banho e na minha direcção vinha, ainda mais aflita, uma andorinha.
E não foi coisa que eu visse, sumiu-se-me o xixi que a aflição agora era outra. Fecho a porta, pego no telemóvel, ligo ao meu irmão e começo a berrar. Sorte a minha que estava por perto.
Entra-me em casa, abre a porta da casa de banho e cadê o bicho? Nem vê-lo. Para comprovar que eu não estava com alucinações, lá estavam uma belas de umas cagadelas.
Deve ter saído por onde entrou, foi a nossa conclusão.
Ainda trémula do susto, ponho o almoço na mesa e já quase a acabarmos, entra a andorinha cozinha adentro, tapo a cabeça com as mãos e quase que me atiro para debaixo da mesa. O mano abriu uma porta e lá foi a andorinha. Em vez de sair para a rua, meteu-se na casa das máquinas, escondida atrás da máquina de secar. 
Não quis saber mais, fechei a porta e deixei-a para o marido.
Foi assunto para ele.

Agora o que eu gostava era de saber que raio se passa com aquela casa de banho. Primeiro um gato, depois uma andorinha?
Há tanto ano que vivo nesta casa e nunca tinha acontecido nada do género.
Ainda tentei ver a coisa pela positiva e pensar que tinha sido um anúncio personalizado da chegada antecipada da Primavera mas com o raio de tempo que tem feito, vi logo que estava enganada.

quarta-feira, 6 de março de 2013

É que nem à fedelha fazem a vontade

- QUERO o Arroz de Pato do cunhado.
- QUERO o Arroz de Pato do cunhado.
- QUERO o Arroz de Pato do cunhado.

(E bate o pé, bate o pé, bate o pé!)

É que nem quando uma pessoa faz anos, lhe fazem a vontade! Com o catano, pá!

sábado, 2 de março de 2013

Jantares de despedida

Quando a emigração era uma opção e não uma necessidade, o pessoal comunicava a um pequeno universo de gente e como despedida, jantava ou fazia uma saída especial com os mais próximos.
Agora não. São jantares que enchem restaurantes.
Acho que são necessários para incentivar quem parte.
Mas são certamente tão definitivos.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Chico esperto

O meu sobrinho faz-me lembrar o Ricardo Araújo Pereira.
Tem quatro anos e um humor assim pró ... peculiar!

Um dia destes, sempre que a mãe falava com ele, o fulano ignorava-a dizendo que ela não era mãe dele.
Ela avisou-o que já que ela não era mãe dele, então ele que não lhe pedisse nada.

Ao fim de um tempo, ele no sofá a ver TV, começa a chamar:
"Mãe? Mãe?"
E ela nada.
"Mãe, oh mãe?"
E ela nada.
O puto levanta-se, vai ter com ela e complacente, diz-lhe:
"Pronto, vá lá! Tu és minha mãe..."
E uns segundos depois:
"Eu não sou é teu filho!"

A sério, não resisto! Rebolo-me.

E para esquecer o frio

São 18h40m e ainda é dia!
Yeeeehhhh