domingo, 27 de novembro de 2011

E por causa do episódio das batatas...

... lembrei-me de uma história que uma das minhas bisavós me contava em pequena, sempre que me via franzir o nariz à comida!

(Começamos mal. Esqueci-me do nome do sujeito! Não interessa...)
Pois contava a minha bisa que uma senhora mandou o filho, ir no burro fazer um recado. Para o almoço do rapaz arranjou uma mão cheia de figos secos que meteu num lenço. Os tempos eram duros e a fome grassava no país. Mandou-o ter cuidado, não perder tempo pelo caminho. Abreviando: ser ligeirinho.
O gaiato em vez de se montar no burro, resolveu ir a pé. O burro à frente, ele atrás.
Quando achou serem horas de almoçar, sacou do lenço que levava no bolso. E lá iam eles. O burro sempre à frente e ele atrás. De vez em quando vinha-lhe à mão um figo que ele achava estar bichoso.  Prontamente o atirava ao cu do burro. Figo sim, figo não... cu do burro! Depressa se acabaram os figos.
Chegado ao destino, carregou o burro com o que a mãe tinha encomendado e meteu-se a caminho de regresso a casa.
Nem a meio ía quando lhe começa a roncar a barriga.  Uns metros mais à frente, já arrependido de ter mandriado pelo percurso, vê um figo no chão. Era um dos bichosos. Ainda passou por ele mas rápido voltou atrás para o apanhar. Esfregou-o na manga da camisola, soprou-o para lhe tirar restos de pó e comeu-o. E lá continuaram eles. O burro à frente e ele atrás. E de quando em quando, um figo bichoso no caminho.
Apanhou-os a todos e apesar de já terem roçado pelo cu do jumento, o rapazola comeu-os. Todos. Não desperdiçou nenhum.

sábado, 26 de novembro de 2011

E quando pensava que o meu jeito para cozinhar se tinha esfumado, faço umas bolachas de aveia espectaculares!

Toma aí, marido!

O que a fome não faz...

Tive um dia de trabalho, já lá vai uma semana, em que fui para o escritório ainda não eram 8 da manhã e saí de lá passava das 21h30. Foi daqueles dias intensos em que se evita quebrar o ritmo porque temos um prazo à frente do nariz. Parei para almoçar. Em trinta minutos fui à comida de plástico. Sobraram umas batatas fritas.
Ora, ao fim da tarde já a barriga reclamava. A reserva de barrinhas e similares já tinham acabado.
E com a barriga vazia os miolos ficam lentos. Que fiz eu? (Nem digo o que já gozaram comigo...)
Fui ao carro, peguei no saco do almoço que estava já arrumadinho para deitar no lixo e joguei-me à dúzia de batatas que sobraram do almoço!
Credo! Até sabiam a cartão!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

E o que eu não dava agora por um bolinho de aipim? Aiiii!

Coisas que ninguém gosta de ouvir

-Fui ali "ao coiso e tal" e comprei 2m de corda.
E nós a olhar para o colega sem perceber como enfiava ele uma corda na conversa que estavamos a ter.
-Sim! Quando acabar o dinheiro, ponho-a à volta do pescoço e acaba-se tudo.
Raios! Só me apetece dizer palavrões!

Do dia para a noite

Saio de manhã, regresso à noite.
Olho para Ele e noto-o mais crescido!
Até os bigodes estão a mudar!
Que terá a ração? Fermento?

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

E é isto

Dois carregadores de telemóvel, lombadas de três livros e um casaco de malha (quentinho como tudo e praticamente novo!), já arderam.
Quero dizer, arder não arderam. Foram roídos.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

All I Want For Christmas Is You


Ainda Dezembro não chegou e já me cheira a Natal!
Hum, hum!
Já estou como o meu sobrinho que só quer ver filmes de Natal! lolol

domingo, 20 de novembro de 2011

Ah! E mais uma...

E se depois de um bom banho de chuva, tiveres a sorte de ir para um lugar que tenha lareira, é a cereja no topo do bolo!
Ficas tão cheirosa! Do melhor perfume que pode haver!
(Lenha molhada? Mas que vos passa pela cabeça? Fumo?!)

Medidas anti-crise? A chuva ajuda!

Três cordas de roupa sequinha, em menos de 5 minutos ficou encharcada.
Entre o escritório e o carro, coisa assim de 10 passos, desaba um pé de água, a ponto de me deixar como uma esfregona engelhada.
Lições a tirar:
- Não gastar detergente, água e luz com a roupa suja. É pendurar na corda e esperar que chova!
- Tomar duche para quê? Assim que começar a chover vai para a rua. Vestida ainda é melhor. São dois em um!
Poupas tempo e és amiga do ambiente!
(A garganta já começou a dar sinais de concordar comigo.)
Furiosa. Muito.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Raios que já não aguento dores!

Podia desfiar aqui uma série de palavrões mas ficava feio.
Eram dores nas costas, na barriga... mas nas rótulas? Que as dores menstruais se façam sentir nas costas e barriga é óbvio mas nas rótulas? Rótulas? Um dia destes até o cabelo me há-de doer!
E à conta desta treta não governei vida! (Agora parecia a minha avó que isto é mal de família. Saltou uma geração mas é de família!)
Dispensava.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

António Lobo Antunes

Gosto do senhor, porque sim, porque gosto.
Gosto daquela secura e dureza rude (superficiais para mim).
Gosto mais das suas crónicas, do que dos livros porque são leituras diferentes.
Dá-me muito trabalho ler um livro dele. Não é uma leitura descontraída. Cansa-me. Ginastica-me demasiado os neurónios. É uma leitura que me dá luta, em que volto atrás, leio e releio, até pensar que percebi (tá bem, tá!) determinados parágrafos.
Com as crónicas, a coisa é diferente. Ali, quase preto no branco, vogais e consoantes, bem escarrapachadas que fluem com clareza. E gosto, gosto, gosto muito.
Há poucos dias esteve em Faro, na livraria Pátio das Letras para apresentar o seu último livro e apesar de desafiada por um dos cunhados, não fui ao evento.
Sou assim. Gosto de mantê-los à distância. Que o diga o marido que não se coíbe de contar a toda a gente que não o deixei cumprimentar o Eusébio (e pedir um autógrafo!).
Que querem? Sou assim.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

E o S. já reage ao nome!!

Finalmente. Quase que moí o juízo ao marido, tantas foram as vezes que lhe disse que o cachorro não gostava do nome!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

E com isto me vou deitar

Uma pessoa que não me conhece, disse-me duas coisas:
- Ponho o trabalho acima de tudo.
- A maternidade (ou falta dela) nunca me preocupou muito.

E mais uma vez, pergunto: Como se pára uma bola de neve?
Como dizer, a quem não entendeu há seis anos e continua a não entender: Não quero mais. Cansei. Preciso de uma vida, a minha vida.

Resumindo: meti-me na boca do lobo e sabe-se lá quanto tempo vou levar a conseguir sair.

domingo, 6 de novembro de 2011

Equívoco

Pensava que tinha um cão mas enganei-me.
É um aspirador... de comida.
Se o aspirador cá de casa engolisse o pó à velocidade que o S. come a ração, o chão ficava limpo em segundos!

sábado, 5 de novembro de 2011

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Gelados em Querença - Algarve

Há umas semanas fomos até Querença.
Terra simpática e muito castiça.
Deu fominha e como sabíamos que havia alguém na zona que fazia gelados caseiros e vendia, começamos a procurar.
À primeira pergunta disseram-nos logo o caminho! Fica no sítio do Pombal. Não foi difícil de encontrar, apesar de não estar nada sinalizado. (Quem tem boca vai a Roma!) E é numa casa normal que encontramos a Geladaria Ramos. A senhora é uma simpatia!
Tem sabores normais mas depois tem os de alfarroba, amêndoa e figo e pinhão que são uma delícia. Adorei o de amêndoa e figo. Babei!
Esquerda: Alfarroba                Direita: Amêndoa com figo e Pinhão
                               

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

S.

Esta é a peste.
Ainda não consegui tirar uma foto decente, pois o rapaz não aguenta um segundo quieto!

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Coincidências estranhas

Apesar da ausência do B. continuar a ser muito sentida e muito sinceramente eu não estar preparada para arranjar outro cachorro, o mesmo não se passou com o meu marido. Quero dizer, para ele foi ainda mais complicado. Eles tinham uma relação muito especial. Uma adoração. Os dias posteriores à morte foram passados a tentar perceber onde falharamos. Sempre foi muito saudável e não compreendíamos, não aceitávamos. 
Por experiência sabia que a melhor maneira de superar seria com outro cachorro. Mas entre o saber e o estar preparada, vai uma grande distância.
Até que ele me diz que contactou uns criadores de labradores. A preparar tudo para daqui a uns meses. Lá para a Primavera.
Não gosto de raças puras e ir a um canil seria o ideal. Também sei que não conseguimos entrar num canil. Mas até à Primavera, tinha eu esperanças que aparecesse alguém com notícias de cachorros para dar. Há sempre, excepto quando se precisa. Mas também pensava eu que ia ser só para a Primavera.
Em meados de Setembro disse-me que tinha nascido uma ninhada.
Percebi tudo. E aceitei. Pois que havia eu de fazer?
Fomos convidados a ir conhecer a ninhada. Ele foi com a mãe porque eu não podia ir. Passadas duas semanas fomos escolher. Depois era só aguardar o telefonema para o ir buscar.
Agora quanto às coincidências estranhas...
O B. morreu no dia 27 de Agosto.
O dia para ir conhecer a ninhada, calhou sem darmos logo por isso, a 27 de Setembro.
Veio para casa a 27 de Outubro.
Estranho?