segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Odeio o frio

De há uns anos para cá, comecei gradualmente a não tolerar o frio.
E o Inverno cá por estas bandas até que não é muito mauzinho.
Mas quando dou por mim a pensar que até era boa ideia, passar o Inverno noutra zona do globo mais quentinha, é porque isto já começa a fazer mossa!
E ainda veio aquela alminha falar em irmos para a Serra Nevada, no início de Dezembro!!! Coitada!! Não deve ter os parafusos todos!!

Praia dos Reis Magos - Madeira
E já tenho saudades do Verão.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

As minhas manias

Poucas são as pessoas que têm coragem de viajar comigo.
Vêm mais cansadas do que quando foram.
Não consigo estar enfiada num resort ou num hotel, deitada à beira da piscina. Viajar para mim, significa ficar a conhecer... e muito bem. Vejo o bom e vejo o mau. Se preciso descansar fico em casa. Para dormir até tarde, fico em casa. Por isso é tão difícil viajar comigo.
Assim que comecei a andar, o meu pai agarrou em mim, meteu-me no carro e lá fomos nós. De pequenos passeios passámos a grandes viagens. De carro corríamos tudo. Meticulosamente. Tudo escrutinado. E aos cinco anos conhecia a minha região e o sul de Espanha como a letra "Da loja do Mestre André"! De cor e salteado. E acho que foi ele que me pegou o bichinho.
O meu marido já se habituou, não tinha outra opção!
E muita gente quando viaja só gosta de ver o que é bonito, não é? Pois, comigo não é.

domingo, 17 de outubro de 2010

Uvas



Acabei de comer um cacho enooorme de uvas.
E eram tão doces, tão doces. Com tanto açúcar que quase nos fazem engasgar!
Aiii!

Desde pequenina que sou uma devoradora de uvas.
Está-me no sangue.
Tanto um dos meus avôs como o meu pai arrendavam vinhas no sotavento algarvio. E na época da apanha eram contratadas cerca de dezena e meia de pessoas. E durante umas semanas era uma azáfama que nunca hei-de esquecer.
Umas das minhas recordações mais antigas é de quando tinha dois, dois anos e meio. Eu no meio daquelas vinhas enormes, ignorava a minha avó que chamava por mim, o calor torrava-nos por completo mas eu queria era andar no meio das empregadas que cantavam alegremente, sandálias cheias de terra quente, agarrar nos cachos das uvas que não conseguia arrancar das videiras e cantar como elas. Eram na sua maioria alentejanas e como eu gostava de as ouvir cantar. Eram momentos simples em que sentia uma felicidade avassaladora.
Sempre que começava o calor eu vibrava com a aproximação da apanha. E durante muitos anos, fui feliz desta maneira. E ainda hoje sinto o cheiro e se fechar os olhos, está cá tudo. Tudinho.

sábado, 16 de outubro de 2010

Nervos não!



Estás a deixar-me nervosa querido.
O teu dono já não me pode ouvir e dorme ferradinho.
Agora tu, pareces adivinhar. Nervosinho, como a palerma da dona, andas aqui de um lado para o outro, puxas-me com essa patorra e pedes biscoitos. Não é normal. Só te falta a fala. Explico-te que à tardinha vais tirar esse dói-dói da orelha e usar aquela parabólica ridícula, que não gostas nada, durante 18 dias. Depois voltas lá, tu sabes... onde soltas aqueles Auuuuuuuuuus, bem do fundo do peito, fazem-te mais uma pequena cirurgia para tirar a esponja que vão pôr daqui a bocado e ficas fino rapaz!!
E mais palerma sou eu por te estar a ler isto... mas que queres? Veterinário também é médico e eu não gosto nada, nadinha deles. Já somos dois, não é??

Você

Você.
Eu e o "você" não nos relacionamos.
Não sei a razão mas cada vez mais me parece que é por não gostar da palavra, do seu som... sei lá, não gosto e não consigo usar.
Seja a pessoa próxima ou afastada!
Dou mil e uma voltas mas no meu discurso é que ela não entra.
Discriminação??

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Sogro do meu coração

Vista do Cabo Girão


Alguém me explica, como é que uma pessoa que adora andar de avião, tem pavor de fazer serras? Ir ao Cabo Girão, foi o cabo dos trabalhos. Já para não falar dos restantes caminhos, por toda a ilha, que aquilo é tudo a subir, assim com uma inclinação muito jeitosa e como tudo o que se sobe tem de se descer…
Já sabemos, Sogrinho, Madeira nunca mais!
Mas que nos divertimos, divertimos! E bebemos bem, comemos melhor, vimos muito lagarto e pois, aquilo não são praias!

Fajã dos Padres



quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Dizem mal dos taxistas mas…




Andei uma vez de táxi e não tive aquela sensação desagradável que normalmente sinto sempre que sou obrigada a andar de táxi em Lisboa. E que pé pesadinho tem aquele pessoal!
E já agora conduzir de chinelos ou sandálias muito abertas, não é nada aconselhável, é mesmo para esquecer. Houve quem ficasse com bolhas nos pés!
 Eu sei marido, reconheço-te a capacidade de adaptação! Ao fim de um dia, parecias nascido e criado na Madeira! Agora abranda os cavalos que por aqui as multas são pesadas.

Está zangado

Não precisa dizer mais nada.
Sei que está zangado comigo.
Talvez decepcionado seja a palavra mais correcta.
Prometo que vou tentar. Sabe que por vezes não é fácil. Complicado.
Mas eu prometo que vou tentar.
Eu sei.
Percebi.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

No Monte

Adorei o Monte! Adorei o verdinho, os jardins, os cheiros  e  os cestos.

E sei que vou ser lembrada lá, por uns tempinhos, pelo menos por uns quantos senhores, que se vão recordar da “menina do contenente”, de como me iam matando do coração! Fiquei com perninhas de gelatina, deixei de sentir o chão e acho que se estivesse “apertadinha”, naquele momento, teria feito xixi pernas abaixo! Para mais ajuda, nenhum dos meus estava comigo. Foi uma agrura.
E não foi a descer no cesto, não, que pelo menos aí estava protegida pelas orações de um dos carreiros!

Ainda não estou preparada para contar, a cena de filme a que assistiram meia dúzia de turistas e uma dúzia de carreiros e o espertinho do motorista que provocou tudo! Ainda é cedo. Preciso de um bocadinho de distância temporal para encontrar as palavras certas!

E nem dei tempo para me recompor. Agarrei no marido, ou agarrou-me ele… já nem sei…já que não assistiu a nada, logo só sabe o que eu consegui contar… metemo-nos num cesto e quando dei por mim, lá íamos nós a derrapar, a rasar casas e muros, a dar de lado nas curvas… cabelo ao vento, máquina virada para trás a fotografar os sogros, que vinham a uma distância confortável de nós, adrenalina ao máximo e dou por mim a recordar um seguro que o patrão me fez no inicio do ano! Recordações boas, portanto.
Digamos que estou um pouco verde e apalermada, na foto da praxe, a meio da descida.
Mas foi giro, tão giro! Pena que o marido não quis repetir a descida, eu por mim tinha feito novamente.



segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Funchal? Não, obrigada!

Não posso esquecer o Funchal. Uma imagem bonita de ser ver ao longe mas uma vez lá dentro? Um stress, uma confusão!
E foi-me dito que aquilo não era nada, quem em Setembro já tá muito fraquinho.
E a condução? Upa, upa, aquilo é que é! Acho que o código de estrada não é o mesmo para todos os portugueses! Nós, continentais, somos uns mansos ao volante, oh, se somos! Conduzisse eu na minha terra assim e não sei se ainda teria carta mas uma coisa admito: não vi acidentes, não vi vidros de faróis no chão e não (ou)vi ambulâncias, logo algum mérito terão.

Tudo feito a pensar em ganhar dinheiro.
Uma autêntica selva de cimento. Constrói-se tudo e mais alguma coisa, em qualquer lugar! E não vi obras paradas, ao contrário do pão nosso de cada dia, aqui no Algarve. O pessoal do Ambiente e do Ordenamento do território não deve trabalhar muito por aquelas bandas.
Vou fechar o bico. Posso precisar voltar à Madeira, nem que seja em trabalho e sou barrada no aeroporto, como persona non grata!

Nomes iguais


Nem conto a confusão e os caos, que um cheque e duas pessoas com o mesmo nome e vozes parecidas, causaram há dias lá no escritório.

domingo, 10 de outubro de 2010

Madeira

As férias foram boas e engraçadas mas confesso que esperava mais… muito mais daquela Pérola.
Estive lá cinco dias e corri a ilha de uma ponta à outra.
Vi o bonito, vi o feio.
Conheci gente encantadora e estive em sítios espectaculares.
Mas fica aqui um aviso: a Madeira, a continuar assim, vai perder o que tem de bom muito rapidamente. Outro Algarve.
É uma pena.